Curitiba

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Bem-Vindo a Curitiba

Bandeira de CuritibaQuando uma pessoa diz que viajará a Curitiba sempre há alguém aconselhando para que leve um casaco. Essa é uma das certezas da cidade, porque a baixa temperatura faz parte da vida dos curitibanos. No entanto, este não é o único conselho que pode ser dado ao viajante. Ele também pode ser informado que além do casaco deve desembarcar em Curitiba com os olhos de quem irá conhecer um cenário onde as pessoas, o meio ambiente e o espaço urbano convivem de uma forma organizada. Então, o próprio funcionamento da cidade foi transformada em uma atração turística, que, juntamente com o estabelecimento de uma infra-estrutura específica para receber os turistas, Curitiba está preparada para receber os turistas e informar com todas as letras: sinta-se em casa.

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História

Foto antiga de curitibaCuritiba nasceu indígena e portuguesa, no primeiro planalto do Paraná, 934 metros acima do nível do mar. Seu nome significa pinheiral, na linguagem dos índios Guarani. Remete à predominância do pinheiro-do-Paraná em seu território. A “certidão de nascimento” de Curitiba assinala o dia 29 de março de 1693, quando foi criada a Câmara Municipal. Naquele final de século XVII, a cultura era de subsistência e a atividade econômica tinha base na mineração.

O ciclo econômico seguinte foi o tropeirismo: condutores de gado viajavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, de onde os animais eram levados para Minas Gerais. Os tropeiros faziam invernadas a meio caminho, nos “campos de Curitiba”, acampamentos que só eram desmontados depois da estação fria. Aproveitavam o inverno para fazer negócios e acabaram induzindo Curitiba à condição de importante entreposto comercial. Muitas outras marcas se devem ao ciclo tropeiro, que durou mais de dois séculos: a erva-mate na forma de chimarrão (quente, porque o tererê dos índios era com água fria), o uso de ponchos de lã, a carne assada, o fogo de chão que provocava as rodas de prosa e os “causos”, o sotaque escandido – leitE quentE -, a abertura de caminhos e a formação de povoados.

mapa antigo de curitibaDois outros ciclos econômicos foram praticamente paralelos na história de Curitiba: o da erva-mate e o da madeira. Sua expansão, no final do século XIX, motivou a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, primeira ligação da capital da então Província do Paraná com o Litoral. Feita em cinco anos (1880-85), a ferrovia é uma das maiores obras da engenharia nacional, graças aos irmãos engenheiros Antonio e André Rebouças. Utilizou grandemente a força de trabalho dos imigrantes, chegados em massa desde meados dos anos 1800.

Curitiba se beneficiou, no início do século XX, com a riqueza oriunda dos engenhos de erva-mate. Seus proprietários, os “barões da erva-mate”, construíram mansões para moradia na capital, em boa parte preservadas em dois conjuntos significativos, nos bairros Batel e Alto da Glória. O ciclo econômico seguinte foi o da monocultura do café, que semeou cidades no norte do Estado do Paraná, com reflexos evidentes sobre a economia da capital. Castigado pelas intempéries, o café foi sendo aos poucos substituído pela soja, até sua completa erradicação após a geada negra de julho de 1975.

A cultura mecanizada da soja expulsou trabalhadores do campo. Curitiba recebeu grandes contingentes de migrantes. Precisou de decisões rápidas para evitar o caos urbano e antecipar demandas futuras. Investiu no planejamento urbano e na gestão municipal centrada no homem, ou seja, nos 1.587.315 habitantes recenseados em 2000.

NOSSOS PARQUES SÃO NOSSAS PRAIAS

Curitiba não tem mar, mas um mar de verde está à disposição da população, em 30 parques e bosques municipais e dezenas de praças, jardins e jardinetes.

No início dos anos 1970, foi tomada uma decisão estratégica em relação aos vazios urbanos: em vez de loteá-los, a Prefeitura optou por fazer dessas áreas uma “reserva de mercado” ecológica. Nelas foram implantados, a partir de 1972, parques e bosques com funções de preservação, saneamento,lazer e contenção de enchentes. Na época havia apenas um parque, o velho e central Passeio Público, de 1886.

A cobertura verde dos maciços vegetais, somada à vegetação esparsa, garante a cada curitibano o indice de 51m² de área verde.

A cidade foi pioneira, no País, na separação do lixo doméstico, com o programa “Lixo que não é Lixo”, de 1989, que gerou variantes como o Câmbio Verde – troca de lixo reciclável por alimentos de época in natura – e Compra do Lixo em locais mais distantes.

Dos programas de educação ambiental, o destaque é Olho d’ Água, uma parceria da Prefeitura com a comunidade. Sob a supervisão de técnicos municipais, estudantes das escolas públicas monitoram a água das principais bacias hidrográficas de Curitiba.

Do simples plantio de árvores a todo o complexo de produção vegetal, do pequeno jardinete ao parque gigantesco, da atitude de “se-pa-rar” o lixo em casa até a transformação de plástico, lata e papel em novos produtos, Curitiba se empenha em preservar e melhorar o espaço de vida coletivo dos habitantes, por uma vida com mais qualidade e com um olhar generoso na direção das gerações futuras.

VIA AÉREA
RODOFERROVIARIA
VIA TERRESTRE

Mapa de Curitiba

Fotos: divulgação
Fontes: http://www.curitiba.pr.gov.br/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Curitiba
http://www.turismo.curitiba.pr.gov.br/

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